terça-feira, 15 de março de 2016

True Brew: Millencolin voltando a ser Millencolin


Millencolin! Uma das bandas que eu mais escutei, desde quando vendi minha alma ao punk rock, no início da década passada. 

Em pleno auge do mítico "Pennybridge Pioneers" (2000), me acostumei a escutar sons que se tornaram verdadeiros clássicos, nos dias de hoje, como "Fox", "No Cigar", "Duckpond", "Devil Me", "The Ballad" e vários outros contidos nele. Depois, "Home From Home" (2002) foi considerado por muitos como o melhor álbum da banda. Ele também fez a minha cabeça por muito tempo, na época. "Kingwood" (2005) é um excelente álbum. Apenas ouvindo "Ray", eu já me sentia o maior "skate-punk" da face da Terra. Até que chegou o disco "Machine 15" (2008), e os caras começaram a colocar os elementos pop e alternativo que estavam em voga na época. Pelo menos, para mim, uma decepção total. Acredito que, para quem era fã antigo da banda, na época, o disco também decepcionou demais.

Mas, "True Brew" veio para recolocar tudo nos eixos. Os caras parecem ter entendido que os fãs querem aquele mesmo hardcore melódico que os consagrou, no fim dos anos 90 e início dos 2000. Entenderam tão bem, que a barulheira voltou à tona, exatamente da mesma forma que acontecera nos álbuns anteriores. Os caras conseguiram trazer novamente aquela mesma pegada, fazendo o ouvinte, por alguns momentos, se sentir de volta àquela época. Imagino os pré-tiozões, de 30 e poucos anos, querendo pegar o skate de volta, ou então dançar loucamente, como faziam na adolescência. Acabei de entrar para o time dos trintões e já estou com essa vontade.

Embora a sonoridade remeta aos álbuns antigos, as letras mudaram um pouco, com mais conteúdos políticos no meio delas. Os caras amadureceram e entenderam que era hora de alfinetar os manés em geral que dominam as discussões e agem como pombos jogando xadrez. Graças aos deuses do punk rock, nada de militante acontece aqui. Aliás, as letras são extremamente bem escritas, muito conscientes e coerentes. Até mesmo se você discordar dos pontos de vista dos caras, é capaz que goste delas.

Para nós, brasileiros, o álbum também tem algo de muito especial, visto que o clipe de "True Brew" foi filmado em Fortaleza, durante a turnê da banda por lá. O clipe de "Sense & Sensibility" também é muito bom e já dava uma ideia do que o álbum seria, para os mais ansiosos. Eu mesmo me acabei de pogar dentro do quarto, enquanto ouvia o som. Paulada e uma beleza.

Outros sons, como "Chameleon", "Autopilot Mode", "Perfection Is Boring", "Bring Me Home" e "Believe in John" - que fecha o álbum -, também merecem extremo destaque. O único "defeito" que a banda ainda não corrigiu foi não ter voltado a tocar os ska que tocavam, lá nos anos 90. Mas, nada demais.

"True Brew" é um álbum incrível e uma aula de HC melódico, ao melhor estilo skate-punk. Se você por acaso não conhece a banda, é uma ótima porta de abertura, embora eu ainda prefira indicar os álbuns que citei anteriormente.

Ficha técnica:

Banda: Millencolin
País: Suécia
Álbum: "True Brew"
Ano de lançamento: 2015
Gravadora: Epitaph Records

Faixas:

Egocentric Man
Chameleon
Autopilot Mode
Bring Me Home
Sense & Sensibility
True Brew
Perfection Is Boring
Wall Of Doubt
Something I Would Die For
Silent Suicide
Man Of 1000 Tics
Mr. Fake Believe
Believe In John

Comentários
4 Comentários

4 comentários:

Diego Nascimento disse...

Du caralho esse cd!

Bruno Gonzalez disse...

Absolutamente demais!!!

Caio German disse...

muito bom tê-lo de volta, Bruno. =)
tamo junto brow

Bruno Gonzalez disse...

Valeu, mano! Obrigado pela visita e continue visitando! :D